Haverá um eterno vencedor, ou eterno perdedor, na batalha Cabeça versus Coração?
Enquanto a cabeça nos puxa para um lado e o coração para outro, como se fosse um cão teimoso a querer ir cheirar, só mais uma vez, a mesma árvore, e a cabeça, como uma dona insistente, a dizer: "Já chega! Já ai estiveste vezes suficientes. Não vais encontrar nada de novo.", que sentido usamos para decidir quem vai ganhar?
Teimamos em querer que seja a razão a mandar, mas o romantismo, ou a necessidade dele, continuam a empurrar-nos para ouvir o coração. Mas será que se trata realmente de ouvir o coração? Será que é esse o sentido certo, a audição? Ou será antes o tacto, o paladar, o olfacto, a visão? Será que o amor, as paixões, os desejos, os impulsos - constantemente associados ao coração - se ouvem? Ou será que os sentimos nos olhos, na pele, na boca, no nariz... são as mãos que reconhecem o toque de quem amamos; é o nariz que nos transporta à memória que um cheiro nos invoca; são os olhos a reconhecer os gestos, as expressões de quem amamos e a quase adivinhar os seus pensamentos, os seus desejos não pronunciados. Será, então, a audição o factor decisivo que separa os Smart dos Stupid?
"Smart listens to the Head. Stupid listens to the Heart" - diesel
Já não se trata do sentido a atribuir à cabeça ou ao coração. A pergunta é: quantas vezes ouvimos, sentimos, vemos o coração e desistimos da cabeça quando é ela a indicar o caminho certo? Quando já insistimos o suficiente, quando já demos o suficiente, quando o esforço, a entrega, a dedicação, a paixão, o sacrifício já foram suficientes e talvez seja hora de, finalmente, parar, simplesmente parar, parar de ouvir o coração e começar a ouvir, a sentir, a ver a cabeça.
Quantas vezes ser Estúpido por ouvir o Coração não passa de absolutamente romântico a absolutamente lamentável?
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