This insight, which expresses itself by what is called Imagination, is a very high sort of seeing, which does not come by study, but the intellect being where and what it sees; by sharing the path or circuit of things through forms and so making them translucid to others.

Essays, Second Series by Emerson


segunda-feira, novembro 29, 2010

Smart vs Stupid & Head vs Heart - Pte 2


"...it will embrace you. totally amaze you. so you don't give up
sure it can hurt you babe, but give a little try.
see that's the thing about love..."

domingo, novembro 28, 2010

Smart vs Stupid & Head vs Heart - Pte. 1

Haverá um eterno vencedor, ou eterno perdedor, na batalha Cabeça versus Coração?


Enquanto a cabeça nos puxa para um lado e o coração para outro, como se fosse um cão teimoso a querer ir cheirar, só mais uma vez, a mesma árvore, e a cabeça, como uma dona insistente, a dizer: "Já chega! Já ai estiveste vezes suficientes. Não vais encontrar nada de novo.", que sentido usamos para decidir quem vai ganhar?


Teimamos em querer que seja a razão a mandar, mas o romantismo, ou a necessidade dele, continuam a empurrar-nos para ouvir o coração. Mas será que se trata realmente de ouvir o coração? Será que é esse o sentido certo, a audição? Ou será antes o tacto, o paladar, o olfacto, a visão? Será que o amor, as paixões, os desejos, os impulsos - constantemente associados ao coração - se ouvem? Ou será que os sentimos nos olhos, na pele, na boca, no nariz... são as mãos que reconhecem o toque de quem amamos; é o nariz que nos transporta à memória que um cheiro nos invoca; são os olhos a reconhecer os gestos, as expressões de quem amamos e a quase adivinhar os seus pensamentos, os seus desejos não pronunciados. Será, então, a audição o factor decisivo que separa os Smart dos Stupid? 


"Smart listens to the Head. Stupid listens to the Heart" - diesel


Já não se trata do sentido a atribuir à cabeça ou ao coração. A pergunta é: quantas vezes ouvimos, sentimos, vemos o coração e desistimos da cabeça quando é ela a indicar o caminho certo? Quando já insistimos o suficiente, quando já demos o suficiente, quando o esforço, a entrega, a dedicação, a paixão, o sacrifício já foram suficientes e talvez seja hora de, finalmente, parar, simplesmente parar, parar de ouvir o coração e começar a ouvir, a sentir, a ver a cabeça.


Quantas vezes ser Estúpido por ouvir o Coração não passa de absolutamente romântico a absolutamente lamentável?

domingo, novembro 21, 2010

dança do caranguejo

não é o veneno que nos paraliza. é o medo.
não é o medo do desconhecido que nos imobiliza. é do conhecido.
o medo da dor, do sofrimento, das lágrimas, do aperto no peito, do nó na garganta, na boca do estomâgo, no coração, do cansaço que nos consome e que torna os dias longos, pesados... assim, e como se de um campo minado se tratasse, colocamos pinos identificativos nas áreas de risco para não mais voltarmos, para que não as pisemos por engano e, mais uma vez, sejamos apanhados pelo explosão. mais feridas a sarar, uma nova recuperação, outro recomeço. quantas mais aguentamos? quantas mais aguento?

hoje voltaste a andar para trás. para o lado dizes tu. e eu lembro-te que se andares muito, quando quiseres andar para a frente, poderei lá não estar; é que eu, eu terei seguramente andado para a frente.

e é esta a dança do caranguejo.
andas para o lado, sem destino definido, sem objectivo em mente, sem saberes, sem sabermos onde vamos, para onde vamos com tantas hesitações. tens medo do presente e do futuro, e é o passado que te acorrenta, que te faz andar para o lado.
e o problema é a memória do coração. a memória da dor, do abandono, de outras danças... as minas? essas explodem. são as memórias a activá-las, uma atrás da outra, mesmo sem que o querer ou controlar. foram já tantas vezes, demasiadas vezes... tantos avanços e retrocessos, tantas incertezas,  tantas dúvidas...

e nesta dança, sem melodia particular, com potenciais alvos identificados, que explodam as minas todas, e de uma só vez, para que possamos seguir em frente.
ou segues comigo.
ou segues de lado.
mas termina a dança e chega de ser caranguejo!

sexta-feira, novembro 19, 2010

inquietude e poesia

dias em que a minha mente está inquieta. dias em que os pensamentos se misturam e se torna impossível encontrar a ponta do novelo para recomeçar. dias em que as palavras certas me abandonam e por mais que as busque não as encontre em mim. nesses dias, não há nada a fazer. não há nada a dizer. nesses dias, saio à tua procura, Tom, da poesia das tuas palavras, da beleza da tua melodia, da rouquidão da tua voz que acalma a minha mente, aquece o meu coração. e com mais um Inverno a desenhar-se no horizonte, fico à espera da próxima Primavera.

Alice - Tom Waits

terça-feira, novembro 16, 2010

another...

I know. just what the (cyber)world needed, another blog full of thoughts of another someone that feels its thoughts, feelings, considerations should be read and commented by another blogger follower.
maybe... or maybe not. maybe the cyber space is just the new-notebook we all use...


today on my way to work I stopped in the middle of the square.
yes, just stopped. so I stood there, still, motionless. the soft morning breeze blowing, the autumn sun in its final attempt to make the summer last just a little bit longer, just another day, another hour. my eyes kept closed. my arms glued to the body. waiting. they say when you close your eyes all your other senses kick-off. testing. I could feel the people walking around me, passing by me. passing through me? perhaps! no one stopped. no one asked a question. no one joined me. after all, I was just another crazy-normal-looking-someone who just wanted to see more than the obvious...


but how could they have known?  you see, only I know what I wanted to see. and there, right there, yet again, I felt translucid.

The opening...

e como se tudo à minha volta tivesse parado por um breve momento, deparei-me com a impossibilidade de te fazer compreender, de te fazer sentir, de te fazer ver, o que para mim era evidente, inquestionável. foi sem respostas que permaneci, imóvel,  acompanhada apenas pela clara certeza de que a linha ténue que separa a lucidez da loucura é... Translúcida.